Programa A Voz Ecologia Ativa

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Ouça na 87,9 Jacumã FM

sábado, 18 de julho de 2015

APA TAMBABA - ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL



TAMBABA - Origem do nome
O nome vem do tupi-guarani e tem dois significados: “o conteúdo das conchas” e “monte de Vênus”. Segundo a lenda, uma bela índia de nome Tambaba, apaixonou-se por um guerreiro de outra tribo. O cacique, pai de Tambaba, não permitiu o casamento. A bela índia pôs-se a  chorar e suas lágrimas inundaram as terras secas e transformaram primeiro num lago e depois numa praia, com ondas suaves. Deus sol eternizou o local como um templo natural do amor e da vida. A praia, que tem uma topografia intimista e protegida, é um presente dos deuses com suas águas cristalinas e mornas.

A APA de Tambaba apresenta grande potencial para atividades ecoturísticas. Algumas trilhas foram mapeadas e caminhadas já ocorrem com certa frequência. Um dos organizadores de trilhas e passeios é o Restaurante e Pousada A Arca de Bilú - que desenvolve uma programação de cunho educativo e contemplativo em três caminhadas principais, Falésias de Tambaba, Piscinas de Tambaba e Circuito Rio Graú - todas as trilhas em parceria com a Anda Brasil. O objetivo maior da ação é conscientizar todos que visitam o lugar para a importância da conservação desta área de mata atlântica e propiciar um momento de integração entre os participantes, além de observar espécies da nossa flora e fauna, sem esquecer das belas paisagens do lugar.  

Uma outra importante atividade que pode ser realizada é a observação de pássaros (birdwatching), aja vista que diversas espécies de aves circulam tranquilas na APA, algumas delas constroem seus ninhos nas paredes das falésias que beiram o mar, ainda não há nada estruturado para o praticante de birdwatching, mas sem dúvida é um ótimo lugar para desbravar. As curiosas maracanãs são exemplos de exemplares que habitam em determinado período do ano as árvores da APA.

Atividades com caiaque também já estão sendo ofertadas pelas empresas do lugar, mas de maneira ainda tímida. Além disso, as praias da APA também são utilizadas para a prática de surf - principalmente as praias da Arapuca e Coqueirinho. 








Ao contrário do que aparenta, a APA (Área de Proteção Ambiental de Tambaba) não se estende apenas pela praia que dá seu nome (Tambaba), mas sim por um conjunto de praias e ambientes diversos totalizando uma área de aproximadamente 3.270ha, que vai desde a praia de Tabatinga até a desembocadura do rio Graú, na divisa entre os municípios do Conde e Pitimbu. A unidade de conservação abarca localidades como Fazenda Bucatu, Sítio Tambaba,  praia de Coqueirinho, praia de Arapuca e, claro, a praia de Tambaba. 



                                          


A Mata Atlântica está presente parcialmente preservada, margeia a faixa de praia, sobe até o alto das belas falésias das praias de Tabatinga, Coquerinho, Arapuca e Tambaba e adentra ao continente, sendo cortada pela rodovia estadual PB-008, até no entorno do rio Graú. Em meio ao verde estão vários corpos d'água - pequenos rios e lagoas que embelezam ainda mais a área de proteção e propicia a prática de atividades como o caiaque ou mesmo um simples e revitalizante banho de água doce. Pequenas comunidades rurais habitam a área, tendo como atividade principal a agricultura familiar e a produção associada ao turismo - como a comercialização de frutas e doces caseiros.




                                  


Não há como não mencionar um dos motivos que tornam pedacinho da APA um lugar conhecido internacionalmente - estamos falando da praia de Tambaba, refúgio de naturistas do mundo inteiro. Entre o verde, as falésias, as piscinas naturais e o mar a praia recebe visitantes de todo o mundo para desfrutar da tranquilidade e da vivência plena com a natureza que o lugar oferece. Mas, para que isto possa acontecer existem algumas regras de conduta, o respeito à natureza e a todos os praticantes é a máxima (homens desacompanhados de mulher não podem adentrar a parte naturista). Há restaurantes e pousadas tanto dentro da área naturista como no entorno e, até mesmo, nas praias vizinhas.


                               



O verde, a tranquilidade e a beleza deste lugar não revela o risco trazido pela  especulação imobiliária e o turismo predatório na Paraíba. Podemos dizer, inclusive, que a APA de Tambaba seja atualmente uma das áreas verdes mais propensas a crimes ambientais legitimados pelas falhas de sua própria conservação - pequenos incêndios criminosos, construções irregulares, loteamentos IRREGULARES. Um caminho alternativo, do mínimo impacto, dos produtores e empreendedores locais é possível, sem destruir o que a natureza demorou séculos para erguer. 


                            

FONTE:


http://paraibaem1000lugares.blogspot.com.br/2013/07/48-apa-de-tambaba-conde.html

quinta-feira, 2 de julho de 2015

PROJETOS DE APROVEITAMENTO DE ÁGUA DA CHUVA



PROJETOS SIMPLES



UMA VEZ TENDO A CALHA, ACOPLANDO AOS TAMBORES 
Aproveitando a água da chuva para aguaras plantas, hortas, etc



PROJETO MÉDIO
Com média complexidade, uma vez que necessita fazer a estrutura de sustentação dos tambores e interligà-los. Porém, ainda não há a preocupação de filtrar nem de distribuir. Coleta simplesmente.



PROJETOS COMPLEXOS
Exige a construção de uma cisterna, sistema de filtração. 
A captação manual


No projeto abaixo exige bombeamento para uma caixa elevada e dutos paralelos para uso na descarga







domingo, 28 de junho de 2015

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DA ÁGUA

A ONU redigiu um documento intitulado "Declaração Universal dos Direitos da Água".

O texto merece profunda reflexão e divulgação por todos os amigos e defensores do Planeta Terra, em todos os dias e não apenas no 22 de março.

"Declaração Universal dos Direitos da Água"


1.-A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.

2.-A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

3.-Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

4.-O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.



5.-A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

6.-A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

7.-A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

8.-A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

9.-A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.


10.-O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA DE BAIXO CUSTO PARA RESIDÊNCIAS URBANAS




PROJETOS EXPERIMENTAIS DE BAIXO CUSTO
IMPORTANTE - Como essa água será só para fins não potáveis, aconselhamos usar apenas o cloro de origem orgânica (cloro usado em piscinas) para evitar qualquer tipo de proliferação de bactérias, germes, vírus, etc. Solicite ao fabricante ou revendedor, mais informações sobre os cuidados e manuseios com esse cloro.
Introdução

A superfície do nosso planeta é composta por 70% de água. Essa água tem um ciclo natural, que começa com sua evaporação, formando as nuvens que depois vão retornar para a terra através das chuvas. Porém, de toda água existente no planeta, 97,5% estão nos oceanos e dos 2,5% restantes, 1,5% estão nos pólos (geleiras e icebergs), ficando apenas 1% disponível para nosso consumo, sendo que a maior parte esta em leitos subterrâneos, atmosfera, plantas e animais. Atualmente usamos para nosso consumo as águas de nascentes, lagos, rios e extrações de leitos subterrâneos, os aqüíferos.
Com a poluição cada vez maior do ar, da terra, das nascentes, dos lagos, dos rios e dos oceanos, essas águas estão ficando contaminadas, exigindo uma enorme preocupação para sua preservação, pois sem água natural a vida como conhecemos não tem como existir.
IMPORTANTE! Para que o planeta seja realmente preservado, não basta economizarmos água "limpa"; muito mais importante é tratarmos a água que sujamos (com uma ETE = Estação de Tratamento de Esgoto) e devolvê-la limpa para a natureza, perpetuando o ciclo natural da água. Esse é um compromisso que toda empresa distribuidora de água deve ter perante a natureza.
De nossa parte, os consumidores, o melhor que podemos fazer é economizar ao máximo, evitando que mais e mais águas sejam retiradas da natureza para nosso consumo. Veja a seguir algumas dicas para diminuir esse consumo.
Formas simples para economizar água potável:
  • Fechar a torneira enquanto escovar os dentes, fazer a barba, ensaboar a louça, etc.;
  • Não usar mangueira para lavar pisos, calçadas, automóveis, etc.;
  • Trocar as válvulas hidro-assistidas de descargas por caixas acopladas ao vaso sanitário com limitador(es) de volume(s) por descarga;
  • Diminuir o tempo no banho, e ajustar o fluxo da água;
  • Procurar usar a máquina de lavar roupas apenas quando tiver uma quantidade de roupas (sujas) suficiente para usar o volume máximo da máquina;
  • Se tiver que lavar mais de uma leva de roupas, e se a máquina permitir, antes da máquina jogar fora a água do enxágue, dê uma pausa, tire a roupa limpa, coloque a segunda leva de roupas sujas e reinicie o trabalho da máquina. Depois quando a máquina for centrifugar, dê uma pausa e junte as roupas da primeira leva para centrifugar tudo junto. Assim você economiza um tanque de água;
  • Reúso da água originada do enxágue da máquina de lavar roupas para lavar o chão do quintal;
  • Reduzir a vazão de água do seu chuveiro ou ducha (Um chuveiro normal gasta em média 3,5 litros por minuto);
  • Reduzir ou eliminar o consumo de carne (segundo o conceito de água virtual que leva em consideração toda a água usada para fabricar um produto industrial ou um alimento, uma dieta básica com carne consome cerca de 4.000 litros de água virtual por dia, enquanto a dieta vegetariana requer em torno de 1.500 litros).
    Uma outra forma de economizar água é fazer o Aproveitamento de Água da Chuva, e para isso você pode construir e instalar um sistema usando a tecnologia da Minicisterna, que foi criada e desenvolvida baseada na norma ABNT NBR 15.527:2007 "Água de chuva - Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis".
    Os principais objetivos do Aproveitamento de Água da Chuva são:
    • incentivar a população a fazer o aproveitamento correto da água de chuva;
    • fazer com que toda casa urbana tenha pelo menos um sistema simples de Aproveitamento da Água de Chuva;
    • minimizar o escoamento do alto volume de água nas redes pluviais durante as chuvas fortes;
    • usar a água para irrigações nos jardins e lavagens de pisos externos. Assim, essa água vai infiltrar na terra e ir para o lençol freático, preservando o seu ciclo natural;
    • usar a água para lavagens de pisos, carros, máquinas e nas descargas no vaso sanitário.
    Antes de iniciar a construção de um sistema de Aproveitamento da Água de Chuva, conheça um pouco mais sobre as chuvas que caem em sua região, e os princípios e componentes básicos de um sistema de Aproveitamento da Água de Chuva. 
  •  MINICISTERNA DE ÁGUA DE CHUVA - PROJETO DE BAIXO CUSTO PARA RESIDÊNCIA URBANA
    Devido a grande falta de espaço físico nas residências urbanas, e o desejo de fazer com que a população tenha algum sistema de Aproveitamento da Água de Chuva em suas casas, tomamos a iniciativa de desenvolver e disseminar o projeto experimental da Minicisterna para Residência Urbana.
    A Minicisterna além de cumprir com sua função inicial pela qual foi projetada, também mostrou ser uma excelente ferramenta didática para escolas, podendo ser construída com bombona (tambor) ou com caixa de água de qualquer tamanho, desde que tenha onde instalar.
  •  FILTRO DE ÁGUA DE CHUVA DE BAIXO CUSTO - MODELO AUTO-LIMPANTE
    Esse Filtro de Água de Chuva Auto-limpante e de Baixo Custo foi desenvolvido para ser instalado na tubulação de descida de água da calha do telhado. Ele é feito com tubo de 75mm e serve para telhados de até 50m2. Para projetos maiores use um filtro para cada 50m2 de telhado, ou seja, para cada 50m2 de telhado faça uma descida com tubo de 75mm e instale um filtro. Caso a tubulação seja diferente de 75mm, use adaptadores para esse diâmetro de tubulação, ou faça esse filtro usando diâmetros diferentes, bastando apenas seguir as mesmas proporções, por exemplo: para um telhado maior pode-se usar tubos e conexões de 100mm, porém o custo será maior.
    É importante saber que esse Filtro é o primeiro componente de um sistema completo de Aproveitamento da Água de Chuva. Após esse Filtro, é necessário ter um Separador das primeiras águas de chuva 
    Para saber mais, veja

    Fonte:

    APROVEITAMENTO DE ÁGUA DE CHUVA DE BAIXO CUSTO PARA RESIDÊNCIAS URBANAS 

domingo, 21 de junho de 2015

2º Programa A VOZ Ecologia Ativa - Jacumã FM

Lixo zero

Mas, qual diferença entre RESÍDUOS, REJEITOS E LIXO?

RESÍDUOS: Materiais provenientes das atividades humanas, que limpos e organizados, possuem viabilidade de serem encaminhados para reutilização ou reciclagem, contribuindo para a eficiência no processo produtivo sustentável.
Material reciclável é todo material que após ser utilizado pode ser reutilizado para fabricação de novos produtos através de tecnologias desenvolvidas para transformação destes materiais. São exemplos de materiais recicláveis os resíduos constituídos de vidro, plástico, papel, papelão, ferro, aço, alumínio, entre outros.

REJEITOS: Materiais não recicláveis – aqueles que não podem passar pelo processo de reciclagem, não podendo ser reaproveitados após transformação química ou física - incluindo materiais recicláveis que não possuem viabilidade financeira e/ou tecnológica. Todo material não reciclável é um rejeito, mas nem todo rejeito é um material não reciclável. Explicação: Alguns materiais presentes no mercado como, por exemplo, o isopor, não possuem viabilidade financeira ou esta viabilidade é muito baixa por questões ligadas às características do material (pouco peso e muito volume). Desta forma o isopor é um material reciclável, porém, pouco reciclado. Outra questão que envolve o mercado da reciclagem é a disponibilidade de tecnologia no local ou na região onde é gerado o determinado resíduo.


LIXO: Mistura de resíduos recicláveis, resíduos orgânicos, rejeitos, dentre outros. São materiais provenientes das atividades humanas, que sujos e misturados, podem atrair animais vetores de doenças, contribuindo para os problemas relacionados com a má administração destes materiais. Contudo, este material contido no lixo, sendo separado em seus diversos resíduos antes de ser feita a mistura, pode se transformar em recursos.

O lixo mudou muito…
Até a metade do século 20 o lixo não significava um problema. A maior parte dele era formada por materiais orgânicos, como restos de frutas e verduras, assim como de animais, e tudo isso é degradável pela ação da natureza. O lixo era menor e facilmente transformado pelo próprio Meio Ambiente em nutrientes para o solo.
Muitas pessoas tinham o hábito de ter em suas casas uma horta ou uma criação de galinhas e outros animais domésticos, a quem elas davam seus restos de comida. O que restava era enterrado, retornando ao solo. Portanto, tudo ia muito bem. O pouco que sobrava era recolhido e a natureza fazia sua parte.
Entretanto, com o passar dos anos, o modo de vida dos habitantes do planeta foi mudando. A maioria mudou-se das áreas rurais para as cidades. As cidades foram crescendo, reduzindo o espaço de moradia e o tempo disponível dos cidadãos. O resultado é que passou a fazer parte da vida cotidiana a compra de alimentos e outros produtos embalados, prontos para o consumo.
Parecia que era a solução perfeita. Chegaram os supermercados, as comidas prontas, o leite longa vida, os vegetais já lavados…. ótimo!

Mas, tudo isso passou a significar também montanhas e montanhas de embalagens, sacos plásticos, caixas, isopor, sacolas, sacolinhas, latas disso e daquilo…. E o que é pior: são materiais que a natureza custa muito, quando consegue, degradar e incorporar novamente ao ciclo da vida.
Felizmente, grande parte desses materiais pode ser reaproveitada ou reciclada, evitando o acúmulo de lixo no solo de nossas cidades e reduzindo o desperdício de recursos naturais.
Mas esse movimento está apenas começando. É necessária a colaboração de todos para que esse problema seja amenizado.

Olha que depoimento...que iniciativa maravilhosa essa de uma cidadã aqui de Jacumã...

Saí para andar na areia da praia e dar um mergulho....eu e meu marido. Começamos por onde moramos, em Carapibus. Viemos andando e logo começamos a notar muito lixo na areia.
Quatro sacos plásticos grandes,  garrafas, latas de alumínio, embalagens de picolé, de biscoito, potinhos de açaí, e muitos copos plásticos! Limpamos menos de 1 km da praia com o próprio lixo que foi largado na areia. Viemos sair em Jacumã. É sério… quatro sacos plásticos grandes coletados em 15 minutos andando pela beira da água.
Quase 90% do lixo que coletamos era plástico. E a maioria estava boiando na água ou quase sendo alcançada pelas ondas. E o pior… sempre havia uma barraquinha de açaí, picolé, pizza, milho, por perto… Isso significa que nem mesmo os comerciantes locais têm a percepção de que aquele lixo está poluindo a praia, e que isso pode gerar uma diminuição do turismo na região. O que você pensa quando visita uma praia que está cheia de lixo boiando na água, e decorando as areias brancas? Por mais bonita que seja a praia, isso vai provocar um ponto negativo na hora de decidir voltar lá de novo. E, ainda faz propaganda negativa do lugar.
E eu sei que ultimamente está difícil de encontrar uma praia que esteja 100% limpa. Sempre tem um sujinho que larga a latinha de cerveja num canto, ou enterra o pote de sorvete na areia. As pessoas têm o pensamento de que é obrigação da Prefeitura promover a coleta do lixo deixado nas praias. Mas esquecem que se cada um fizer sua parte, somos nós que vamos desfrutar de uma experiência mais agradável e limpa! Cabe à prefeitura manter limpa...mas, ela não faz.
E tem uns que pensam que deixar a latinha de alumínio em qualquer canto, virá um catador e assim estará “ajudando-o”. Não façam isso… As latinhas podem provocar ferimentos nos pés de quem passa! Isso também acontece com o lixo que é enterrado na areia. Eu mesma quase furei o pé por causa de um palitinho (aqueles de churrasquinho) que estava cravado na areia. Quem fez isso no mínimo não tem cérebro!
Além dessas complicações, quando o lixo vai para o mar, pode causar uma série de problemas muito piores, como a morte de animais marinhos por asfixia que muitas vezes confundem plástico com algas ou águas-vivas. O lixo também pode acabar penetrando na cadeia alimentar, e envenenar o próprio ser humano. Em alguns lugares do Estados Unidos, um grande problema é o entupimento da entrada de água para refrigeração do motor de embarcações.
Acredito que os próprios comerciantes e moradores da cidade podem organizar campanhas e voluntários para evitar o descarte incorreto do lixo nas praias. Não só nesta cidade. E principalmente nas litorâneas, que atraem turistas devido às belezas naturais sob o sol do verão.
As Prefeituras podem incentivar os comerciantes que têm barraquinhas na areia a catar o lixo que encontram em volta, premiando aqueles que aparecerem com o saco mais cheio. Ou colocar voluntários para fazer uma pequena limpeza durante o dia, motivando as pessoas a levarem um saco plástico para guardar o seu lixo. Ou fazer passeatas, stands de informação, colocar placas e lixeiras… Qualquer iniciativa é válida, o que não pode é deixar de lado.